domingo, 12 de janeiro de 2014

Chardonnay





Arainha das uvas brancas, e uma das cepas mais conhecidas e mais plantadas no mundo... Chardonnay!

A Chardonnay é plantada praticamente em todos os países que produzem vinho:

 Nas regiões francesas da Borgonha, de onde ela é original, principalmente em Côte de Beaune e Chablis, nas regiões de Champagne, da Alsácia e de Languedoc-Roussillon.

 Em diversas regiões da Califórnia, e também no Oregon.

 Na Austrália, na Nova Zelândia, no Chile...

As vinhas de Chardonnay tendem a produzir muitos cachos de uva, e se não forem corretamente podadas, podem prejudicar a qualidade da safra. Além disso, a fina casca da Chardonnay a deixa bastante suscetível a mofo, bolor, pragas e doenças, exigindo muito cuidado por parte do produtor.

Conhecida por sua versatilidade, a Chardonnay pode fornecer vinhos muito variados, de acordo com o amadurecimento da fruta, com as técnicas de vinificação, e com o terroir.

Em relação ao tempo de espera até a colheita, uvas menos maduras podem remeter à maçã verde e limão; uvas mais maduras trazem aromas que lembram abacaxi e manga.

Em relação aos processos de vinificação, a passagem por madeira muda muito as características naturais do Chardonnay, acrescentando aromas e sabores marcantes de baunilha, manteiga, açúcar caramelizado, crème brûlée, praline...

E, no que diz respeito ao terroir, a uva Chardonnay cultivada em locais frios e amenos é leve e refrescante, enquanto que, em locais de clima quente, desenvolve corpo e densidade exuberante.

Sendo assim, o estilo do Chardonnay produzido em Chablis, na Borgonha, e também na Nova Zelândia, costuma ser crocante, medianamente encorpado, frutado e mineral. Já os vinhos Chardonnay da Califórnia e da Austrália normalmente se apresentam mais encorpados, com teor alcoólico mais elevado, com madeira e amanteigados.

Além disso, vale ressaltar que a Chardonnay é bastante utilizada na produção de espumantes, inclusive em Champagne, onde um Blanc de Blancs é um varietal dessa uva.

E, assim como há um Chardonnay para cada gosto, também há um Chardonnay para cada prato. Os mais leves e mais minerais, como Chablis, que devem ser servidos a 9°C, são boas opções para ostras, risotos de frutos do mar, camarão e lagosta grelhados, salmão, atum... Já um Chardonnay mais encorpado, e com madeira, é um excelente acompanhamento para carne de porco, frango, salames, azeitonas..., mas não precisa ser servido tão gelado, podendo chegar a mais ou menos 12°C.

De qualquer maneira, você pode confiar na versatilidade da Chardonnay: essa é uma uva que combina bem com a maioria dos alimentos e dos paladares.

E, uma última curiosidade: uma pesquisa de DNA realizada na California identificou a Chardonnay como sendo um dos resultados do cruzamento entre a Pinot e a medieval Gouais Blanc.

Terra Nova Moscatel

A minissérie Amores Roubados nos mostra uma região vitivinícola por vezes esquecida e não tão famosa no Brasil: o Vale do São Francisco.

Situado entre Pernambuco e Bahia, numa latitude até então impensável para o mundo do vinho (8º) o Vale do São Francisco caminha para ser um dos importantes produtores vitivinícolas do país e desperta a curiosidade mundial. A vinicultura pernambucana/baiana já detém 15% do mercado nacional e emprega diretamente 30 mil pessoas na única região do mundo que produz duas safras e meia por ano.

Esse é um Espumante Moscatel, corpo leve, cor clara, aromas discretos, refrescante. Bom para o calor e o verão.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Chablis Le Sereine 2011

Pena que o rótulo rasgou quando puxei da adega, mas é um Chablis, um dos vinhos mais emblemáticos da França e o vinho branco mais conhecido em todo o mundo. Este branco francês é um clássico e a companhia perfeita para ostras frescas. 

Elaborado exclusivamente com a uva Chardonnay, a região do Chablis pertence a Borgonha, porém está geograficamente afastada, localizada mais ao norte, quase na região do Champagne. Os melhores exemplares vêm dos arredores da cidade de mesmo nome, Chablis.

Na falta das ostras, fui de camarão mesmo...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Il Costana Romagna Sangiovese Superiore

A região da Emiglia-Romagna encontra-se no centro-norte da Italia, tendo ao norte o Veneto, Lombardia e Piemonte, e ao sul a Toscana e a Liguria.

Apesar de ser uma única região, os italianos que vivem na Emilia-Romagna costumam dizer que são da Emília, caso morem mais ao Norte, próximo de Milão, ou que são da Romagna, caso estejam abaixo de Bologna, no Sudeste da região. As uvas predominantes também diferem - na Emília, reina a Lambrusco, e na Romagna, a Sangiovese.

A Uva Sangiovese desta região é um clone da Sangiovese encontrada na Toscana. Suas características organolépticas são muito variadas e vão de vinhos bem leves aos de boa estrutura, que nas mãos dos melhores produtores de Romagna produzem vinhos de alta qualidade que não ficam nada a dever em relação aos Toscanos.

E hoje um Sangiovese de Romagna para inaugurar o mais novo espaço da casa: uma adega!